quarta-feira, 26 de agosto de 2015

AVALIAÇÃO NA EAD



Graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Santa Cruz –UESC/EAD e pós graduanda em Educação, Contemporaneidade e Novas Tecnologias pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).   raicabonfim@hotmail.com
 
 
 

AVALIAÇÃO NA EAD
 
Vive-se hoje em uma sociedade que está em constantes mudanças, e estas se dão devido às características da sociedade em rede, da globalização da economia e das relações sociais no mundo virtual. Assim, a sociedade aos poucos vem sofrendo influências das novas tecnologias da informação e comunicação. Estas contribuem para que as pessoas adquiram diferentes hábitos em suas vidas cotidianas, ou seja, as relações sociais passam a ser realizadas nos ambientes virtuais e, a construção do conhecimento não está mais restrita às bibliotecas ou escolas.
Neste sentido, no mundo contemporâneo em meio a revolução que os recursos tecnológicos e midiáticos trouxeram surge o sistema de educação a distância (EAD) com uma nova visão do ensinar e aprender, uma modalidade totalmente diferente da educação presencial, uma vez que possibilita o estudante a cursar fazendo o seu próprio tempo de estudo por meio de diferentes ferramentas utilizadas pela tecnologia, mas vale lembrar que também não deixa de obter alguns traços dos moldes  da educação presencial.
Assim sendo, é perceptível notar que as formas como as aulas são ministradas e o modelo avaliativo deve ser modificado a todo instante, uma vez que é necessário que os profissionais envolvidos no sistema educacional que visam uma educação de qualidade compreendam que avaliar vai muito mais além dos aspectos didáticos, mas que permeiam também pelos aspectos sociais, políticos, éticos e psicológicos da prática educativa.
Para tanto, o ato de avaliar requer um processo de ensino e aprendizagem que vise a interação entre o indivíduo que ensina e o sujeito que aprende respeitando assim, o processo contínuo de aprendizagem, conforme a necessidade de cada discente, com o intuito de desenvolver uma educação de qualidade e eficaz. Como afirma as autoras Gonçalves e Larchert (2011, p. 90): 

A avaliação deve contribuir com o diagnóstico e a intervenção na aprendizagem, a fim de desenvolver níveis mais elevados de competências. Para que isso ocorra, a avaliação deve respeitar o processo contínuo da aprendizagem; assim, é importante promover estratégias de acompanhamento dos (das) alunos (as). Esse comportamento avaliativo é fundamental na educação a Distância (EAD), garantindo a aproximação não presencial do ensino-aprendizagem.
 
Nesta direção, o processo avaliativo é visto como uma tarefa complexa, pois tanto na educação presencial quanto no ensino a distância é preciso que os docentes desenvolvam diversas estratégias, pois deve permear pelo prisma da avaliação formativa e mediadora verificando os objetivos traçados para a aprendizagem e assim poder acompanhar os discentes em seu processo de aprendizagem.
Diante do exposto até aqui, vale ressaltar que, os recursos tecnológicos e midiáticos são ferramentas fundamentais para o enriquecimento da metodologia do ensino a distância, uma vez que organizam instrumentos avaliativos de suma relevância para esta nova modalidade de ensino, assim sendo, a avaliação vai além da mera aprendizagem da matéria ensinada e aprendida, pois visa mudanças no modo de ser, agir e pensar do ser humano, formando assim cidadãos críticos, autônomos e reflexivos. Essa transformação deve acontecer não apenas no ensino online, mas também no ensino presencial, já que ambas possuem o mesmo objetivo que é ensinar e aprender com uma educação inovadora por meio dos recursos midiáticos e tecnológicos com o intuito de uma verdadeira aprendizagem significativa.
 
 
Referência:
 
GONÇALVES, Alba Lúcia. LARCHERT, Jeanes Martins. Avaliação da Aprendizagem. Pedagogia, módulo 4, volume 6-EAD/Ilhéus, BA:EDITUS, 2011.
 
 
 
 
 
 

 

 


 
 

AVALIAÇÃO, EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA X EDUCAÇÃO PRESENCIAL.

AVALIAÇÃO, EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA X EDUCAÇÃO PRESENCIAL.

Alain Rocha
Universidade Federal do Vale do São Francisco

Embora seja um dos elementos da prática educativa que faz parte da história da educação, a avaliação é considerada como um dos elementos geradores de dificuldades, dúvidas e discursões na educação presencial e principalmente na modalidade à distância, esta ultima por sua vez vem se expandindo, trazendo consigo a necessidade de se (re)pensar a avaliação na educação a distância diante das possibilidades que as novas tecnologias colocam a sua disposição.
A educação deu um grande passo no campo teórico da avaliação, entretendo muitos paradigmas devem ser rompidos sobre esse assunto, ainda hoje a avaliação é pensada de forma exclusiva, no cotidiano escolar, professores e alunos ainda consideram a avaliação como instrumento para aprovação ou reprovação. Nesse sentido, Luckesi, salienta que “os professores utilizam as provas como instrumentos de ameaça e tortura prévia dos alunos, protestando ser um elemento motivador da aprendizagem (...)”.
Diante dessa realidade, é necessário repensar a avaliação enquanto um componente importante no processo da aprendizagem em todas as modalidades de educação, no que tange a avaliação na EAD, é preciso que sua função seja ressignificada, não se limitando ao modelo avaliativo tradicional, é preciso pensar em formas de romper com a lógica avaliativa classificatória, articulando teoria e prática na busca da construção de uma avaliação que priorize os aspectos qualitativos do processo de ensino e aprendizagem.
Educação a distância é o processo de ensino aprendizagem, mediado por meio dos recursos tecnológicos, em que professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Nesse processo, professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, como a Internet. À medida que as tecnologias de comunicação virtual avançam as possibilidades de construção de conhecimento a distância segue o mesmo ritmo, a aula já não acontece apenas em um espaço e tempo estabelecido, com os recursos tecnológicos disponíveis as aulas também acontecem em ambientes virtuais de aprendizagem, onde o professor assume o papel de supervisor, animador, incentivando diariamente os alunos na busca constante pelo conhecimento. Petri (1996) enfatiza que:


A EAD deve ser compreendida como uma modalidade de se fazer educação pela democratização do conhecimento, onde o conhecimento deve estar disponível a quem se dispuser a conhecê-lo, independente do lugar, do tempo e de engessadas estruturas formais de ensino. Sem dúvida é uma alternativa pedagógica que hoje dispõe o educador e as instituições escolares.

A educação a distância é uma modalidade de ensino que busca atender as novas demandas educacionais da sociedade contemporânea, para Landim (1997), a EAD é a modalidade de ensino-aprendizagem mais apropriada para reduzir as distâncias e os isolamentos geográficos, psicossociais, econômicos e culturais, caracterizando uma nova revolução na democratização do conhecimento. O ensino a distância propicia uma aprendizagem autônoma, permitindo que o aluno seja realmente ativo, sendo o principal responsável pela sua aprendizagem. Por ser uma modalidade menos hierarquizada, possibilita que o aluno não se intimide para expressar suas opiniões frente ao professor, sentindo-se com mais autonomia para expor suas ideias e reflexões sobre determinado tema ou assunto, critérios importantes para uma avaliação qualitativa.
Em relação à educação presencial, para Andrade (2010), a modalidade de ensino superior presencial, ou convencional, é a que congrega alunos e professores em um mesmo local e ao mesmo tempo, possibilitando a interação direta entre alunos e professores. Nesta perspectiva Gomes (2010) salienta que no ensino presencial, o convívio entre as pessoas e a troca de experiências por meio de diálogo auxilia no processo de ensino e podem fornecer a bagagem necessária para os desafios que serão enfrentados após a conclusão do curso. Na modalidade presencial, os meios de comunicação costumam ser direta e de maneira limitada e a aprendizagem se da de forma mais dependente.
Em síntese, nas duas modalidades de ensino existem pontos positivos e negativos, não se pode julgar uma melhor que a outra, pois não existe um modelo ideal de ensino, cada um apresenta seus problemas e qualidades. O sucesso do ensino e da aprendizagem não está centrado especificamente em sua modalidade, presencial ou à distância, mas sim na metodologia desenvolvida pelos professores. Nas duas modalidades o ensino deve ser contextualizado, para que o conhecimento que resulta da aprendizagem seja significativo para os alunos.
  

REFERÊNCIAS

ANDRADE, F. Educação a distância x Educação Presencial: algumas diferenças encontradas. Blog Artigonal, 2010.

GOMES, R. EAD X Ensino Presencial. Blog 20dizer-isso, 2010.
LANDIM, C. M. M. P. F. (1997): Educação à distância: algumas considerações. Rio de Janeiro.


PRETI, O. (org.) (1996): “Educação a distância: uma prática mediadora e mediatizada”, in “Educação a distância: inícios e indícios de um percurso”. Cuiaba, UFMT.

Refletindo acerca da avaliação.


Naiara Mota[1]


[1] Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e pós graduanda em Educação, Contemporaneidade e Novas Tecnologias pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).   naiaramota_nw@hotmail.com

AVALIAÇÃO EM EAD

A avaliação é por muitos considerada a etapa mais complexa do processo educacional, a tarefa de aferir conhecimentos adquiridos nos coloca diante da dificuldade de ter que medir com um mesmo padrão conhecimentos que podem ter sido assimilados de formas diferenciadas, de acordo com as experiências e as competências de cada um. Entretanto, não há como escapar dessa obrigação; devemos fazer dela um procedimento eminentemente formativo, e não apenas uma cobrança formal e mecânica.
No que se refere à avalição na educação a distância, penso ser mais complexa para o professor/tutor avaliar seus alunos. O professor tutor precisa conhecer bem seu aluno, seus interesses com relação ao curso para conseguir avalia-lo da melhor forma. Acredito que essa avalição quantitativa, onde tudo tem alguma pontuação interfere no processo de aprendizagem dos educandos. É necessário que a avalição seja continua, que leve em consideração todo o processo de aprendizagem do aluno, suas colocações nos diálogos em fóruns, seu desempenho na realização das atividades e seu interesse na temática do curso.
Acredito que com relação à educação presencial, a educação a distancia oferece mais possibilidades de que a avaliação seja realmente formativa. Segundo Perrenoud (1999) a avaliação formativa pode ser entendida como;


Toda prática de avaliação contínua que pretenda melhorar as aprendizagens em curso, contribuindo para o acompanhamento e orientação dos alunos durante todo o seu processo de formação. É formativa toda a avaliação que ajuda o aluno a aprender e a se desenvolver, que participa da regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de um projeto educativo.

Em educação à distância, para que a avaliação da aprendizagem possa ser um elemento formativo de grande importância, ela deve ser segundo Garcia Aretio, (1995): 
Aberta: utilizar mais de um meio.
Realizável a qualquer momento: depender mais do estudante e de seu próprio processo de aprendizagem do que das especulações e conveniências da instituição docente que promove o curso.
Prescritiva ou corretiva: oferecer informações sobre os erros cometidos e suas possíveis causas, orientação sobre a resposta e como alcançá-la por meio dos próprios erros, mediante material especialmente corretivo.
Docente: mais que medir quantidades ou refletir o momento pontual, parte da situação presente para levar o processo de aprender mais à frente, em busca de seus objetivos.
O professor/tutor tem papel fundamental nesse processo de avaliação, pois ele deve acompanhar, analisar e orientar os discentes nas atividades desenvolvidas ao longo do curso. No ensino EAD, são varias as possibilidades de se efetivar uma avaliação formativa que considere as contribuições dos educandos e a construção do conhecimento, contudo este processo demanda do professor muito trabalho e tempo dedicado ao acompanhamento, análise e orientação das atividades desenvolvidas pelos educandos, considerando que em numero de alunos muitas vezes superior ao ensino presencial. Neste contexto, o professor/tutor precisa buscar as inovações tecnológicas que o ajude neste acompanhamento, a fim de ter um processo avaliativo formativo verdadeiramente eficaz.


REFERÊNCIA

PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.