AVALIAÇÃO,
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA X EDUCAÇÃO PRESENCIAL.
Alain
Rocha
Universidade
Federal do Vale do São Francisco
Email:
alain_rocha@hotmail.com
Embora seja um dos elementos da prática educativa
que faz parte da história da educação, a avaliação é considerada como um dos
elementos geradores de dificuldades, dúvidas e discursões na educação presencial
e principalmente na modalidade à distância, esta ultima por sua vez vem se
expandindo, trazendo consigo a necessidade de se (re)pensar a avaliação na educação
a distância diante das possibilidades que as novas tecnologias colocam a sua
disposição.
A
educação deu um grande passo no campo teórico da avaliação, entretendo muitos
paradigmas devem ser rompidos sobre esse assunto, ainda hoje a avaliação é
pensada de forma exclusiva, no cotidiano escolar, professores e alunos ainda
consideram a avaliação como instrumento para aprovação ou reprovação. Nesse
sentido, Luckesi, salienta que “os professores utilizam as provas como
instrumentos de ameaça e tortura prévia dos alunos, protestando ser um elemento
motivador da aprendizagem (...)”.
Diante
dessa realidade, é necessário repensar a avaliação enquanto um componente
importante no processo da aprendizagem em todas as modalidades de educação, no
que tange a avaliação na EAD, é preciso que sua função seja ressignificada, não
se limitando ao modelo avaliativo tradicional, é preciso pensar em formas de romper com a
lógica avaliativa classificatória, articulando teoria e prática na busca da
construção de uma avaliação que priorize os aspectos qualitativos do processo
de ensino e aprendizagem.
Educação a distância
é o processo de ensino aprendizagem, mediado por meio dos recursos
tecnológicos, em que professores e alunos estão separados espacial e/ou
temporalmente. Nesse processo, professores e alunos não estão normalmente
juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias,
como a Internet. À medida que as tecnologias de comunicação virtual avançam as
possibilidades de construção de conhecimento a distância segue o mesmo ritmo, a
aula já não acontece apenas em um espaço e tempo estabelecido, com os recursos
tecnológicos disponíveis as aulas também acontecem em ambientes virtuais de
aprendizagem, onde o professor assume o papel de supervisor, animador,
incentivando diariamente os alunos na busca constante pelo conhecimento. Petri
(1996) enfatiza que:
A EAD deve ser
compreendida como uma modalidade de se fazer educação pela democratização do conhecimento,
onde o conhecimento deve estar disponível a quem se dispuser a conhecê-lo, independente do lugar, do
tempo e de engessadas estruturas formais de ensino. Sem dúvida é uma
alternativa pedagógica que hoje dispõe o educador e as instituições escolares.
A educação a distância é uma modalidade de ensino que busca atender as novas demandas educacionais da
sociedade contemporânea, para Landim (1997), a EAD é a modalidade
de ensino-aprendizagem mais apropriada para reduzir as distâncias e os isolamentos geográficos,
psicossociais, econômicos e culturais, caracterizando uma nova revolução na
democratização do conhecimento. O ensino a distância propicia uma aprendizagem
autônoma, permitindo que o aluno seja realmente ativo, sendo o principal
responsável pela sua aprendizagem. Por ser uma modalidade menos hierarquizada,
possibilita que o aluno não se intimide para expressar suas opiniões frente ao
professor, sentindo-se com mais autonomia para expor suas ideias e reflexões
sobre determinado tema ou assunto, critérios importantes para uma avaliação
qualitativa.
Em relação à educação presencial, para Andrade
(2010), a modalidade de ensino superior presencial, ou convencional, é a que
congrega alunos e professores em um mesmo local e ao mesmo tempo,
possibilitando a interação direta entre alunos e professores. Nesta perspectiva
Gomes (2010) salienta que no ensino presencial, o
convívio entre as pessoas e a troca de experiências por meio de diálogo auxilia
no processo de ensino e podem fornecer a bagagem necessária para os desafios
que serão enfrentados após a conclusão do curso. Na modalidade presencial, os
meios de comunicação costumam ser direta e de maneira limitada e a aprendizagem
se da de forma mais dependente.
Em síntese, nas duas modalidades de
ensino existem pontos positivos e negativos, não se pode julgar uma melhor que
a outra, pois não existe um modelo ideal de ensino, cada um apresenta seus
problemas e qualidades. O sucesso do ensino e da aprendizagem não está centrado
especificamente em sua modalidade, presencial ou à distância, mas sim na
metodologia desenvolvida pelos professores. Nas duas modalidades o ensino deve
ser contextualizado, para que o conhecimento que
resulta da aprendizagem seja significativo para os alunos.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, F. Educação a distância x Educação Presencial:
algumas diferenças encontradas. Blog
Artigonal, 2010.
GOMES, R. EAD X Ensino Presencial. Blog 20dizer-isso, 2010.
LANDIM, C. M. M. P. F. (1997):
Educação à distância: algumas considerações. Rio de Janeiro.
PRETI, O. (org.) (1996): “Educação a distância: uma prática
mediadora e mediatizada”, in “Educação a distância: inícios e indícios de um
percurso”. Cuiaba, UFMT.
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